Continuando a saga das reviews vamos falar do Pomba d’Ouro. Este café/geladaria/restaurante apresenta uma fachada bastante normal. Arriscava-me até a chamar-lhe a típica casa de jantares universitários. Apesar de encontrarmos os elementos clássicos de destruição, encontramos algo que é raro ver em casas do tipo, alguma qualidade.
Mal entramos é-nos indicado o caminho para a sala de fundos. Desde logo reparamos que não ia ser nada fácil, tendo em conta que os elementos para um ambiente de guerra estavam todos lá. Em cima da mesa já se encontravam canecas de branco, tinto e sangria, que mais tarde se juntou uma quantidade de comida que chega para matar a fome a um pequeno exército.
Das entradas pouco se pode falar, havendo apenas um destaque especial para o paté de atum e as clássicas tostinhas, que são o elemento perfeito para forrar o estômago para a quantidade massiva de vinho que vai ser ingerida nas próximas horas.
A comida, “ui mosssss” a comida. Não são apresentados nem um, nem dois, mas quatro (!) pratos diferentes. Temos um arrozinho de pato saído do forno da avozinha, um arroz de marisco sobre o qual não posso opinar devido à minha aversão a tudo o que venha do mar, uma vitela muito caseirinha com umas senhoras batatas, e os rojões que deus não quis comer.
Obviamente que já deu para perceber que o arroz de pato foi a figura da noite, sendo claramente a primeira baixa (sim, porque das vezes que fomos a este restaurante houve baixas, mas isso é outra história). A partir do momento em que as quatro travessas de barro foram pousadas na mesa, entramos em estado de guerra. Nunca vi ninguém a atirar-se ao último pedaço de chouriça do arroz de pato daquela maneira, porque houveram uns senhores que tiraram 3 ou 4 pedaços por cada prato, ou então a luta pelas ultimas batatas da vitela que diga-se de passagem que estavam categoria.
Falemos da panóplia de bebidas alcoólicas que foram consumidas nesta noite fatídica que acabou no jardim do castelo de Leça com um senhor a rebolar na relva. Vinhos que nem lembram ao diabo, de qualidade tão duvidosa como a do vinho das arábias, mas olhem, vale tudo. Penso que foi uma decisão mútua, a sangria era para bebés. Era tanto para bebés que o Tiago fez o favor de fazer a mistura com o vinho tinto, apenas para ficar mais interessante (recomendo esta atitude a todos que forem lá no futuro).
Chegamos a um dos protagonistas da noite, o Whisky. Depois daquele caos todo eis que nos pousam uma garrafa de Cutty Stark novo na mesa. “Bebe bisgas, bebe miúdo”, já dizia o Tiago convicto que a noite ia acabar bem. Como estávamos enganados, até porque um amigo de longa data, o Raúl, se veio a juntar mais tarde à festa.
Este grande manjar dos deuses ficou apenas por 12€, com direito a comida e bebida à descrição, e ao já referido whisky no fim.
E assim acaba a terceira review deste blog, fiquem atentos pois o nosso roteiro gastronómico ainda agora começou.
Informações:
Tel: 229010267
Coordenadas segundo o Google Earth: 41º 11'10.94'' N 8º36'46.23'' O (sou mesmo prestável)
Frases da noite:
“Deixa-o beber, ele está fixe”
“Oh moss, sujei o chão todo a encher a garrafa com sangria”
“Ai, o que o álcool faz”, “ui, ele está a cantar ahahaha”
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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